Emergência de saúde global: Sesa orienta para os cuidados com a Mpox
Ouça entrevista com o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso
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Fernanda Queiroz
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Na última semana, a Organização Mundial da Saúde voltou a declarar que a mpox é uma emergência global de saúde. A principal razão por trás dessa declaração da OMS é a propagação de uma nova variante do vírus (conhecida como Clado 1b), que causa uma maior mortalidade, é mais fácil de ser transmitida e está circulando na África Central, afetando principalmente crianças e se espalhando por meio de múltiplos modos de transmissão (não apenas a via sexual. Em entrevista à CBN Vitória, o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, traz as orientações. Ouça a conversa completa!
A Secretaria da Saúde (Sesa) informa que a Mpox (causada pelo vírus Monkeypox), é uma doença viral transmitida de pessoa para pessoa, pelo contato com secreções, gotículas e/ou aerossois. A transmissão também pode ocorrer por compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos do paciente ou materiais da lesão.
Em 2022, o Lacen-ES realizou 1.953 exames para a detecção deste agravo, com 313 casos confirmados. Ano passado (2023), o número de casos notificados caiu para 497, com 36 confirmados. Neste ano, até esta quarta-feira (14), foram notificados 577 casos com 48 confirmações da doença no Espírito Santo. Não há registro de óbitos pela doença no Estado.
Embora os sintomas da Mpox sejam semelhantes aos da varíola, a doença é geralmente menos grave. Entretanto, este novo clado circulante na região da África, acende um alerta devido a apresentação de sintomas mais graves e as altas taxas de letalidade pela doença. Os sintomas mais comuns da Mpox incluem cansaço, febre, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, ínguas e bolhas ou feridas na pele.
Caso haja suspeita da doença, o paciente precisa evitar o contato com outras pessoas e deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para realização de exames e diagnóstico. O isolamento imediato é recomendado, e objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama, não devem ser compartilhados.
A Sesa reforça ainda que está em alerta para a detecção de novos casos e, mantém ações de orientação e prevenção junto aos municípios.